Archive for Outubro, 2008

28/10/2008

Os santos: exemplos de vida cristã

por aminhavidaeparati
Que o testemunho de amor oferecido pelos santos fortifique os cristãos na entrega a Deus e ao próximo, imitando Cristo que veio para servir e não para ser servido. [Intenção Geral] 

1.O testemunho dos santos

Novembro inicia-se, para os católicos, com a Solenidade de Todos os Santos – e para todos, entre nós, com um feriado civil por motivos religiosos. Trata-se de um dia festivo e assim deveria ser vivido – não fora o paganismo que resiste e retorna continuamente, recusando ser evangelizado, e leva multidões entristecidas aos cemitérios, fazendo deste um dia de mortos e não de vivos. Este facto, não sendo de agora, tem-se tornado cada vez mais evidente, mercê da inevitável secularização da nossa cultura e do consequente obscurecimento da fé na vida eterna, do abandono apressado da fé por parte de muitos «católicos não-praticantes» e da revivescência de formas de religiosidade pagã – e também mercê de uma Igreja que, durante muito tempo, alimentou esta confusão na sua prática pastoral, celebrando os santos com sermões de fazer «tremer» os mortos, quanto mais os vivos. Ora, é precisamente de vivos que se trata: os santos estão verdadeiramente vivos, porque vivos para Deus e em Deus e, portanto, definitivamente vivos. O seu testemunho é essencialmente esse: viver vale a pena, vale mesmo todas as “penas” pelas quais possamos passar, se vivermos amando, pois só assim a vida se eterniza no Amor que Deus é – e se torna vida em plenitude. Não é, portanto, descabido insistir na alegria como característica essencial da Solenidade de Todos os Santos. Afinal, Deus «não é um Deus de mortos mas de vivos, porque para Ele todos estão vivos» (Lucas 20, 38) – de modo particular, os santos.

2.Fortalecidos na entrega a Deus e ao próximo

Os santos são o mais belo testemunho humano do poder do amor. E, no dizer do Apocalipse, são «uma multidão que ninguém pode contar» (cf. 7, 9). Santos escondidos, quase todos, conhecidos apenas dos poucos que com eles conviveram. Santos reconhecidos pela Igreja – mártires, confessores, homens e mulheres, pais e mães, crianças… – e apresentados a todos como exemplo de vida cristã, ou seja, de vida levada no amor e por amor, mesmo no meio das maiores dificuldades. Diante de tal multidão, quando pensamos a sério no seu significado, é difícil não sentir algo ao jeito daquilo que experimentava Santo Inácio de Loiola, antes da sua conversão, convalescendo dos ferimentos sofridos em combate e lendo a vida dos santos: «Se eles fizeram isto, porque não eu? Se eles, pecadores como eu, se deixaram vencer pelo Amor e viveram amando, porque não eu?» O exemplo dos santos é um estímulo. Olhando-os, ou nos deixamos ficar na mediocridade de quem não se arrisca a enfrentar o próprio egoísmo, ou, fortalecidos pelo seu exemplo, nos deixamos surpreender pelo Amor e vivemos sempre mais intensamente a nossa doação a Deus e ao próximo. Na verdade, como lembrou Jesus (Marcos 12, 28-34), uma não vai sem a outra, o amor a Deus não se entende sem o amor ao próximo concreto, aquele que vive connosco cada dia; e o amor ao próximo só é verdadeiramente possível se nele nos deixarmos surpreender pela presença de Deus. Na verdade, ou o próximo, a quem amo, é maior do que eu, e me leva a sair de mim, despojando-me, para o acolher, ou então não faço mais do que amar-me nele – suprema forma de egoísmo. Mas para que o próximo seja maior do que eu, preciso de reconhecer nele uma Presença que nos ultrapassa, a ele e a mim: Deus. É por isso que o «amor» do próximo sem Deus nunca vai muito longe e é sempre condicionado. Os diversos materialismos ateus estão aí para o testemunhar.

3.O serviço como missão

A multidão incontável de que fala o Apocalipse é constituída por gente «de todas as tribos, povos e nações». No entanto, toda esta gente canta o nome de um só: Jesus Cristo. Ele é a razão de ser dos santos – estes são-no porque viveram no seguimento de Cristo, acolheram o seu Evangelho e deixaram-se converter por Ele. Esta atitude nova perante a vida e, sobretudo, perante os nossos próximos é a imagem de marca do cristão – muitas vezes atraiçoada, mas nunca desmentida. Os santos não «inventaram» nada, simplesmente deram-se ao seguimento de Cristo, segundo a originalidade humana de cada um. E neste seguimento entenderam aquele «o Filho do Homem não veio para ser servido mas para servir e dar a vida em resgate pela multidão» (Marcos 10, 45). Cada cristão encontra-se perante esta alternativa: ser servido (desejar ser servido) ou servir (desejar servir). Da sua opção depende não só o presente mas também o futuro, de modo particular, a entrada na plenitude da vida. Poderá chegar diante de Deus apenas com o desejo, mas é preciso que seja o desejo de servir – pois não se deseja servir e dar a vida impunemente; mais tarde ou mais cedo, este desejo há-de rebentar as amarras do egoísmo, levando a vida a converter-se em doação – muito ou pouco, isso não compete a ninguém julgar, nem ao próprio. Deus providenciará.

 

Internacional | Elias Couto| 28/10/2008 | 11:06 | 4981 Caracteres | 256 | Bento XVI

Fonte: Agência Ecclesia

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14/10/2008

Papa compara Igreja a uma orquestra

por aminhavidaeparati

Bento XVI marcou ontem presença no concerto oferecido pela Orquestra Filarmónica de Viena, na Basílica de São Paulo fora de muros (Roma), aproveitando a ocasião para comparar a Igreja a uma orquestra.

“A Igreja Católica, como um coro ou uma orquestra, é um corpo único com membros diversos que se unem para a mesma melodia”, disse no final do evento, que contou com a presença dos delegados ao Sínodo dos Bispos, que decorre no Vaticano.

O Papa saudou a orquestra austríaca pela “execução magistral” da sexta sinfonia de Bruckner, “uma obra embebida de religiosidade e profundo misticismo”.

Fonte: Agência Ecclesia

08/10/2008

Avé Maria

por aminhavidaeparati

Avé Maria
cheia de Graça
o Senhor é convosco
Bendita sois Vós entre as mulheres
e Bendito é o fruto do vosso ventre: Jesus!

Santa Maria, mãe de Deus
rogai por nós pecadores
agora e na hora da nossa morte
Amén.

07/10/2008

Somos Poema de Deus

por aminhavidaeparati

Fazia eu ao Senhor a minha oração
Deus, por seu anjo, pediu-me
um poema sobre as Belezas
de toda a Criação

Quando escrevi falando do Sol,
Senti Suas mãos me aquecendo

Ao falar da lua
senti Sua ternura me envolvendo

Falando eu dos animais
sentia-O me embalar como a uma criança

Falando das árvores e das flores,
senti Seu sopro de esperança

Falando das águas,
senti Seu mergulho em mim
com Seu mistério a me proteger

Falando do céu
senti Seu azul a me acolher

Falando do fogo
senti Sua chama purificando-me o ser

Falando do ar
senti Seu sopro divino a renovar meu viver

Terminado o breve poema
Apresentei-Lhe tudo quanto escrevi
Ouvi-O então dizendo:

“Prossegue, Tu não falaste de Ti”

(D.A)

Fonte: John Vask

07/10/2008

Toques de Deus

por aminhavidaeparati

Um exercício simples e breve para aprender a descobrir a presença de Deus durante o dia…

De Nuno Branco, sj em

http://www.toquesdedeus.blogspot.com

07/10/2008

Maria escutava a sua palavra

por aminhavidaeparati

Lucas 10,38-42.
Continuando o seu caminho, Jesus entrou numa aldeia. E uma mulher, de nome
Marta, recebeu-o em sua casa.
Tinha ela uma irmã, chamada Maria, a qual, sentada aos pés do Senhor,
escutava a sua palavra.
Marta, porém, andava atarefada com muitos serviços; e, aproximando-se,
disse: «Senhor, não te preocupa que a minha irmã me deixe sozinha a servir?
Diz-lhe, pois, que me venha ajudar.»
O Senhor respondeu-lhe: «Marta, Marta, andas inquieta e perturbada com
muitas coisas;
mas uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será
tirada.»

Da Bíblia Sagrada

Comentário ao Evangelho do dia feito por Mestre Eckhart (c. 1260-1327), teólogo dominicano Sermões

«Maria escutava a sua palavra»

Maria devia primeiro ter sido uma Marta, antes de se tornar realmente uma
Maria. É que, quando estava sentada aos pés de Nosso Senhor, ainda não o
era: era-o no nome, mas não na sua realização espiritual.

Algumas pessoas levam as coisas tão longe, que querem libertar-se de todas
as obras. Eu digo que isso não está bem! Só depois do tempo em que
receberam o Espírito Santo, é que os discípulos começaram a criar alguma
coisa de sólido. Maria também, enquanto estava sentada aos pés de Nosso
Senhor, ainda estava a aprender; apenas acabara de entrar para a escola;
aprendia a viver. Mas, depois, quando Cristo subiu ao céu e ela recebeu o
Espírito Santo, então sim, começou a servir. Atravessou o mar, pregou e
ensinou e tornou-se numa colaboradora dos apóstolos.

Desde o primeiro instante em que Deus se tornou homem e homem de Deus,
também Cristo começou a trabalhar com vista à nossa beatitude, e isso até
ao fim, quando morreu pela cruz. Não há um membro do seu corpo que não
participe nesta grande obra.

Fonte: Evangelho Quotidiano

07/10/2008

Banda Jota

por aminhavidaeparati

A Banda Jota nasceu em 2003. O primeiro desafio foi a participação no Fórum Juvenil que a Pastoral Juvenil da sua diocese – Guarda – organizou.

Desde então, os 10 elementos da banda assumiram como objectivo de vida a composição de temas que anunciam e testemunham o ritmo que a mensagem de Jesus imprime nas suas vida! Segundo a Teresa, um dos elementos, sentem-se, assim, “instrumento de evangelização”. Pretendem testemunhar Jesus através da música, gritar bem alto quem é Jesus, que O amam e que Ele é o sentido das suas vidas. Com as suas músicas partilham a alegria de ser cristão. Acreditam na Verdade que cantam.

Com uma sonoridade pop-funck, nos vários concertos que já deu por todo o país, a Banda Jota foi evangelizando e lançando alguns “hits”. O tema mais conhecido – (A)Braços – atingiu níveis de popularidade, o que fez pensar a sério na gravação em estúdio.

Assim surge o cd [a]braços.

Ao escutá-lo poderás sentir o abraço que Deus que te dá. E também o impulso de, ao som da Banda Jota, ires mais longe e gritares “Aqui está Jesus!”

Objectivos
1. Animação das actividades formativas, recreativas e litúrgicas promovidas pelo DPJG; valorização musical da juventude; renovar, uniformizar e divulgar repertório musical diocesano; editar materiais para apoio a grupos de jovens; partilha com outras dioceses; possibilitar o convívio e a comunhão entre os jovens da diocese; promover a canção mensagem como forma de linguagem musical e evangelizadora.

2. Transmitir, anunciar, testemunhar Jesus através da música, evangelizar, gritar bem alto quem é Jesus… e no meio, animar a juventude e encorajá-la a segui-Lo, a não ter medo de gritar que O amamos e que Ele é o sentido da nossa vida.

Fonte: Banda Jota

05/10/2008

4 de Outubro – S. Francisco de Assis, diácono, +1224

por aminhavidaeparati

São Francisco de Assis, nasceu na cidade de Assis, Úmbria, Itália, no ano de 1182, de pai comerciante, o jovem rebento de Bernardone, gostava das alegres companhias e gastava com certa prodigalidade o dinheiro do pai. Sonhou com as glórias militares, procurando desta maneira alcançar o “status” que sua condição exigia, e aos vinte anos, alistou-se como cavaleiro no exército de Gualtieri de Brienne, que combatia pelo papa, mas em Espoleto, teve um sonho revelador no qual era convidado a seguir de preferência o Patrão do que o servo, e em 1206 , aos 24 anos de idade para espanto de todos, Francisco de Assis abandonou tudo: riquezas, ambições, orgulho, e até da roupa que usava, para desposar a Senhora Pobreza e repropor ao mundo, em perfeita alegria, o ideal evangélico de humildade, pobreza e castidade, andando errante e maltrapilho, numa verdadeira afronta e protesto contra sua sociedade burguesa.

Já inteiramente mudado de coração, e a ponto de mudar de vida, passou um dia pela igreja de São Damião, abandonada e quase em ruínas. Levado pelo Espírito, entrou para rezar e se ajoelhou devotamente diante do crucifixo. Tocado por uma sensação insólita, sentiu-se todo transformado. Pouco depois, coisa inaudita, a imagem do Crucificado mexeu os lábios e falou com ele. Chamando-o pelo nome, disse: “Francisco, vai e repara a minha casa que, como vês, está em ruinas”.

Com a renúncia definitiva aos bens paternos, aos 25 anos, Francisco deu início à sua vida religiosa. Com alguns amigos deu início ao que seria a Ordem dos Frades Menores ou Franciscanos, cuja ordem foi aprovada pelo Papa Inocêncio III. Santa Clara, sua dilecta amiga, fundou a Ordem das Damas Pobres ou Clarissas. Em 1221, sob a inspiração de seu estilo de vida nasceu a Ordem Terceira para os leigos consagrados. Neste capítulo da vida do santo é caracterizado por intensa pregação e incessantes viagens missionárias, para levar aos homens, frequentemente armados uns contra os outros, a mensagem evangélica de Paz e Bem. Em 1220, voltou a Assis após ter-se aventurado a viagem à Terra Santa, à Síria e ao Egipto, redigindo a segunda Regra, aprovada pelo Papa Honório III. Já debilitado fisicamente pelas duras penitências, entrou na última etapa de sua vida, que assinalou a sua perfeita configuração a Cristo, até fisicamente, com o sigilo dos estigmas, recebidos no monte Alverne a 14 de setembro de 1224.

Fonte: Evangelho Quotidiano

03/10/2008

… como grãos de areia

por aminhavidaeparati

“Havia um deserto que possuía imensos grãos de areia. Muitos desses grãos, por serem jovens, deixaram-se levar pela brisa que sobre eles diariamente soprava. Pela sua leveza alcançaram um lugar distante daquele onde tinham nascido, mas isto não era problema, pois a juventude que os caracterizava dava-lhes força e a união necessárias para suportarem a distância. Todos os dias eram inundados pela luz e calor do sol, coisa que eles muito apreciavam, pois quando eram arrastados pela brisa, conseguiam ver o local onde acabavam por cair.

Um dia, porém, a brisa transformou-se em vento e este em furacão que trazia consigo muita, muita chuva. Os grãos sem perceberem, viram-se arrastados em grandes quantidades de areia que ao caírem no chão se iam acumulando, formando dunas cada vez mais altas e extensas. Os pobres grãos, coitados, quiseram libertar-se, mas a água corria furiosa encosta abaixo, levando tudo à sua frente. Os grãos incrivelmente viviam um deserto… no próprio deserto! Acomodaram-se, aconchegaram-se, enfim, recolheram-se o melhor que puderam… porém não conseguiram ficar resguardados por muito tempo. A forte chuvada tinha deixado um rasto de destruição e alguns começavam a empedernir.

Após meses de tempestade, uma manhã um raio de sol mais ousado rompeu o tecto de nuvens e veio incomodar um dos grãozitos de areia que se desprendeu daquele princípio de pedra que estava a nascer. Rolou encosta abaixo e foi tocando com o seu calor os outros grãos seus companheiros de viagem. Aos poucos estas pedrinhas pequenas foram rolando e incomodando outras. Chegadas ao vale, reuniram-se e, fruto da queda, estavam mais redondas, mais lisas, mais leves! Olhavam-se e começavam a perceber que estavam diferentes, mas curiosamente mantinham uma vontade comum que haviam descoberto tempos antes: queriam continuar no deserto mas sentiam que a sua missão era tocar noutros grãos que se estavam a deixar empedernir. Queriam no fundo que o deserto, mantendo aquela aparência, fosse renovado por outros grãos e por novas dunas, que aliás serviam para atestar a leveza de cada grão, pois quanto mais leves, mais eles se deixavam levar pelo vento e novas dunas ajudavam a formar. E como eram, são e serão importantes essas dunas!… Cada nova duna deixa espaço a que outra surja, pois no deserto, aprenderam os grãos, há espaço para todos e todos têm uma missão a cumprir. Uma duna fica mais pobre se perder um grão. Mas uma duna que ganhe um grão, fica mais rica, mais forte, mais coesa. Também é assim o nosso Deus, mais uma alma conquistada, mais alegria no céu.

Sejamos nós estes grãos inquietos que só cumprem a sua missão: aumentar o tamanho das dunas.”

(Paulo Simões, Retiro Kerygma – Fevereiro de 2006)

02/10/2008

Terceira Margem

por aminhavidaeparati

Composta por oito jovens da Cidade de Setúbal, esta banda formou-se em Outubro de 1998, fruto do desejo de um grupo de amigos de partilhar com os homens a experiência de unidade, amizade e amor proporcionada pela vivência da fé em Jesus.

Surge assim uma música de intervenção actual, que procura chamar a atenção das pessoas para os outros, de modo a darem valor às pequenas coisas maravilhosas que acontecem e, com uma atitude e espírito positivo perante a vida, instaurar a revolução do amor.

O nome Terceira Margem surge da visão de cada homem como um rio, cujas duas margens são Jesus e o Espírito Santo, que delimitam e dirigem o seu curso. A Terceira Margem é o Pai que está no Céu, fonte de toda a vida.

Em Dezembro de 2006, a banda lançou o seu primeiro cd, intitulado )De mãos Vazias(. Neste trabalho discográfico, os Terceira Margem apresentam um vasto leque de sonoridades, marcado pelos ritmos hip-hop, reggae, funk e pop-rock.

Durante estes dez anos de  evangelização através da música, percorrerram praticamente todo o país, desde a Guarda e Porto, até Portimão e Estremoz, passando por Fátima, Aveiro, Figueira da Foz e Lisboa. Dos vários concertos, destacam-se a sua presença no ICNE, no Multifestival Gaudeo, no Festival Jota, na Festa da Família e em várias Mostras de Bandas Católicas da sua Diocese.

http://www.terceiramargem.pt

 

Outubro de 2008: 10º Aniversário!

Parabéns Terceira Margem!

 

Brevemente o novo CD…

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